20.11.17

Gaspar de Jesus

Ganhei de presente do fotógrafo Gaspar de Jesus em meu aniversário dia 15 de novembro passado. Um VARAL de Museu.

Crônica diária

Vaso trincado

Diz a lenda que vaso trincado não tem conserto. O nosso país trincou ao meio. O povo nunca esteve tão dividido. Pelo menos ideologicamente. E depois de quatorze anos de governos de esquerda com o PT aparelhando o Estado, não será tarefa simples recoloca-lo nos eixos. A cultura que se criou de que todo mundo tem direitos a reclamar, leva a equívocos inimagináveis. Órgão do Ministério da Educação tentando impor censura a textos de redação nas provas do Enem, são exemplos claros dessa intolerância. A pretexto de defender "direitos humanos" queria conferir aos professores o poder de dar zero ao aluno que, ele professor, entendesse ter desrespeitado algum direito. A fora a subjetividade dessa análise, o aluno tem todo o direito de discordar da opinião e ideologia do professor. Uma prova de redação não deve policiar o conteúdo, mas unicamente a boa forma. Do contrário estaria exercendo censura e não ensinando o aluno a escrever. Providencialmente a Ministra Carmem Lúcia vetou no STF essa pretensão absurda. Mas o simples fato de atos como esse, que nem deveriam estar ocorrendo, acabar no Supremo, demonstram que alguma coisa não vai bem no sistema. As patrulhas nos museus é outro sintoma do mesmo problema. Liberdade é um vaso muito frágil e especialíssimo numa democracia. É preciso não trinca-lo. Hoje é dia da "consciência negra" e feriado em alguns estados, como Rio e São Paulo. E o dia da consciência amarela, branca e etc? Isso é descriminação.

19.11.17

PARA NÃO PASSAR EM BRANCO

Em 19 de novembro de 2009 publiquei esta foto e postagem do primeiro aniversário do VARAL em 2007. Hoje comemoro os seus 11 anos de postagens diárias e ininterruptas.Uma data e feito digno de comemoração. Ao contrário dos verdes anos ninguém mais visita, participa, comenta ou comemora estas postagens. O Varal virou um blog do autor. E só. O Jorge Pinheiro esqueceu, e o João Menéres esta de férias viajando. Como tudo na vida, os blogs também tem um início, seu apogeu, e um fim melancólico, quando não se tem a coragem de encerra-los no seu ápice, como fazia o meu saudoso amigo e mestre, falecido este ,Jacinto Gomes, a quem rendo nesta data, minhas mais efusivas homenagens. Por curiosidade vou dar uma ersoiada no contador de visitas...

Duas épocas´

Mesa e banco de pedra. Piacabra

Novembro de 2017

Crônica diária

 Ruy e o obituário

Ruy Castro escreveu que a primeira coisa que faz ao abrir um jornal é ler o obituário. Quer ter certeza de que seu nome não esta no box das quatro linhas grossas. Eu nunca leio. Conheço muito pouca gente que frequenta aquelas colunas do jornal. Lá só aparecem em destaque ricos ou famosos. Meus amigos fico sabendo da morte por e-mail ou telefone. E como teria dito, nunca sei se é verdade, o Tancredo Neves: "As pessoas morrem para você ingrato, para mim, continuam vivas aqui no coração". Outra a ele atribuída é quando um indivíduo o aborda na porta do elevador e diz: "Dr. Tancredo, minha mulher foi para a maternidade e me pegou meio desprevenido, o senhor não poderia me emprestar "algum"?" Ele responde: "Ora meu filho, você esta esperando essa criança há nove meses, e esta desprevenido, imagine eu que estou sabendo agora."

18.11.17

Maria de Fátima Santos

Costumo ser presenteado de quando em quando pela escritora e artista plástica Maria de Fátima Ssantos, Dona Urtigão dos velhos tempos dos blogs. Neste 15 de novembro me ofereceu chá. Adorei.

Crônica diária

 Coisa pra bandido

Lendo os jornais e vendo e ouvindo as notícias políticas pela TV resolvi que não vou dar as costas, mas ficarei ao lado desse assunto. Da me engulhos de ver e ouvir essa gentalha que faz política no país. E refiro-me a todos os partidos. A todos os candidatos a candidatos. A todos os ministros. E de todos os três poderes. Vou cuidar de ler, escrever e fazer minhas montanhas. Sou mais um cidadão que sai desse sujo campo de batalha. Dei minha contribuição enquanto pensava ver uma saída para a crise moral, ética e cívica. Cansei. Não prometo que será para sempre, mas por ora basta. Vou cuidar das minhas aspidistras, e falar de coisas amenas e fúteis. Política no Brasil é coisa pra bandido. 

Crônica do Alvaro Abreu

Encasquetei com o futuro

Casquete é uma espécie de chapéu sem aba, utilizado por mulheres para adornar a cabeça. Imagino que homens também encontrem razões para colocar um casquete na cabeça e sair por aí se achando, como se diz. Na verdade, ontem, antes de dormir, tentando encontrar um tema para esta crônica, me dei conta que tinha encasquetado com um tema que, mesmo podendo gerar um texto que agradasse a leitores distraídos, com certeza me jogaria num cipoal de comentários azedos. Acabei por me lembrar de mamãe, que vivia dizendo que estava encasquetada com isso e aquilo. Podia ser uma vontade de ir dar uma volta em Marataízes, lembrar do nome de um colega de grupo escolar que gostava de carambola ou saber onde tinha guardado uma fotografia de vovó Neném.

Li, dia desses, que o governador do Estado, dizendo-se pau pra toda obra, também está se encasquetando com a ideia de entrar na corrida presidencial de 2018, nem que seja como ajudante de estúdio. Ele se sabe dono de um expressivo currículo de administrador público em tempos de governantes desgastados, demonstra capacidade de articulação política em ambientes complexos, circula com desenvoltura entre empresários robustos, tem prática de se mover entre partidos e igrejasalém de outros diferenciais competitivos em cenários como o atual. Quando encasquetam com alguma coisa, os homens astutos e determinados podem surpreender.

Da minha parte, ando mesmo é encasquetado com o entendimento de que é indispensável fazer surgir, e com urgência, uma expressiva movimentação de pessoas do bem que resulte na instalação de uma gambiarra robusta, capaz de manter acesa uma lâmpada bem potente no fim do túnel em que estamos. Não é coisa fácil de acontecer em tempos de páginas de jornais repletas de notícias desanimadorasAs redes sociais bem que poderiam ser usadas para a circulação de idéias e propósitos mobilizadores se não estivessem abarrotadas de demonstrações de raivas, desapreço à razão e prepotências variadas. E, o que desanima ainda mais, com tendência a piorar bastante.

Vitória, 15 de novembro de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

17.11.17

Almoço na PIACABA

15 de novembro de 2017

Crônica diária

Criança é uma delícia

Silvia era solteira e beirando os 45 anos resolveu ficar grávida do namorado Sebastião. Ele desquitado era pai de uma garotinha de três anos chamada Lídia. Um pouco antes da gravidez ser confirmada o Sebastião conseguiu vender a casa onde morava. O casal resolveu alugar um apartamento e morar junto. Os oito meses de gravidez passaram rápidos por conta da reforma do apartamento. Encanadores, eletricistas, pedreiro, marceneiro, e pintores foram os personagens desse período. A Lídia que os pais chamavam de Lili passava os fim de semana com eles. Ela morava com a mãe. Aos cinco meses da gravidez da Silvia ela ficou sabendo que teria um irmãozinho. No princípio não deu muita bola, mas com o crescimento da barriga foi se afeiçoando com a ideia. Iria ter um irmão para brincar. Começou a ficar ansiosa, e sempre que estavam juntos colocava a cabeça junto da barriga da "tia" para sentir de perto o meio irmão. Um mês antes do parto a apartamento ficou pronto e o casal convidou as duas famílias para um lanche no final da tarde. O apartamento de dois quartos e sala lotou. O cômodo mais visitado e elogiado foi o quarto do bebê. Todo branco, com uma cama de solteiro, onde poderia dormir a Lili, um berço todo paramentado para receber o futuro irmão, uma confortável poltrona para a mãe ou o pai amamentarem o rebento, e uma cômoda/trocador com quatro gavetões, para as roupas e fraudas. Tudo lindo, diziam os parentes. A Lili e três outras crianças esparramadas pelo chão do quarto brincavam com bonecas e carrinhos. Foi quando chegou a prima da Silvia com seu bebê de um mês. Ao parar na porta do quarto foi recebida com uma súbita exclamação da Lili: NAASCCEEEUUUU ! Seguida de uma gargalhada dos adultos presentes. Sem entender o por que de tanta risada, Lili voltou sua atenção para o livro que estava colorindo. 

16.11.17

ASPIDISTRA NA CABEÇA

Trabalho de montagem de GUILHERME LUNARDELLI
Original enviado por Roberto Klotz

Crônica diária

 História do cárcere

Leio a notícia de que o médico Antonio Palocci acaba de diagnosticar o companheiro de presídio Marcelo Odebrecht. Conta Pallocci que cansou de estender a mão, e de tentar vários "bom dia"  sem resposta. Pallocci não tem dúvida. O empresário é autista.

15.11.17

Meus netos e o TEXTÍCULOS

Foto da mãe Sandra, Pedro e João com o livro Textículos

Crônica diária

Cabral, o delinquente


O juiz de primeira instância Marcelo Bretas, que aceitou o pedido da promotoria do Rio, para que o ex governador Sérgio Cabral fosse mandado para uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande, estava coberto de razão. O ministro do STF, Gilmar Mendes, contraditou a ordem. Alegou que Cabral não representava perigo para a segurança nacional. Errou o ministro. Em poucos dias da notícia da instalação de um cinema no presídio, onde encontra-se preso o ex-governador, a polícia já sabe que o pastor, que atende os detentos nessa instituição, recebeu a incumbência de doar, com dinheiro de uma vaquinha entre os presos, os equipamentos para o cinema. O encontro do pastor com Cabral se deu na biblioteca da cadeia. Isso quer dizer que o Cabral continua delinquindo na prisão. Se consegue operar crimes, como oficializar uma falsa doação, para um órgão publico, o que não fará contra seus algozes? Ou a favor de escamotear provas de seus delitos. É chefe de quadrilha, perigoso e influente. Merece sim, estar numa prisão fora do Rio, longe de seus asseclas, distante de seus pombos correio, advogados e parentes. Segurança máxima, no caso do ex-governador, ainda não  é tão segura como deveria.

Comentários que valem um post

Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "E o Papai Noel já chegou na cidade":

O aproximar do Natal é sempre uma época de sonho para todos, crianças em especial. É tão linda a LARA amigo Eduardo. Abraço.

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em terça-feira, 14 de novembro de 2017 08:58:00 BRST 

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14.11.17

2009

Alecrim

Crônica diária




Ando ruim de memória

Dia 24 de janeiro, portanto nem faz onze meses, escrevi uma crônica sob o título: “Elena Ferrante e o mistério". Dela havia me esquecido completamente. Tanto que ao resenhar dias atrás o livro Laços do seu marido Domenico Starnone, não fiz nenhuma referência ao fato de serem casados. Quem alertou-me foi o Lucio Zaccara da livraria que leva seu nome, e que fica na Cardoso de Almeida, 1356, Pompeia. Fui conhecer a charmosa e diferenciada livraria depois de um artigo de autoria do Lira Neto, na Folha de São Paulo, no ultimo dia 11. Feitas essas considerações preciso resumidamente passar para meus leitores uma informação, relativamente sem importância literária, mas uma saborosa fofoca. Na resenha, dias atrás, sobre Laços do italiano passou-me em branco que ele era o marido da tradutora Anita Raja, que, segundo corre solto, é Elena Ferrante. Para quem não sabe a Ferrante é um dos maiores sucessos de vendas no Brasil e no mundo. Sua identidade é um mistério. Pesquisadores fizeram várias investigações e todas as pistas levam na direção de Anita Raja, que deve sua conta bancária aumentada, com recebimentos muito acima dos de uma tradutora, quando os livros publicados com o nome de Elena Ferrante passaram a vender muito. Mas nem a editora, nem Anita ou seu marido Domenico confirmam. O mistério perdura e ajuda a vender livros. Soube dessa "fofoca" pelo Lucio Zaccara, que não vende best-sellers em sua livraria. Depois dessa fofoca o Laços ficou um pouco mais divertido. E a Elena cada vez menos interessante.


13.11.17

E o Papai Noel já chegou na cidade

 Lara furando a fila no Shopping Iguatemi 11 de Novembro de 2017
 Timidamente observava de longe
 O Papai Noel a convida para sentar com ele
Hohoho ainda tímida posando para a foto
Depois me perguntou se o Papai Noel voava. Eu menti.

Crônica diária

Nanocrônica


A mulher anda, despudoradamente, com os pés nus, e depois reclama de assédio.
(Um podólatra)

12.11.17

Humor e Publicidade


Crônica diária


Laços – Domenico Starnone


Escritor, e jornalista italiano tem a mesma idade minha (1943), e mora em Roma. Com este livro venceu em 2015 o Bridge Prize de melhor romance. É autor de uma dezena de romances. Na contra capa Sérgio Augusto crítico do Estadão diz: "Bem escrito, fluente como um romance policial...". Mais entusiasmado o The New Yorker: "Laços é um romance engenhosamente construído." E eu após sua leitura posso afirmar que o Sérgio Augusto não foi generoso. O livro é MUITO BEM escrito. E concordo plenamente: "engenhosamente construído". O tema nem me agrada muito, pelo contrário, os dramas familiares só interessam aos atingidos, e todas as famílias têm os seus. Dramas e atingidos. Mas a forma, e capacidade expositiva do autor, tornam a leitura apaixonante. E sem ter nenhum paralelo, a maneira de escrever do Starnone lembrou-me Nassar Raduan. Não sei por quê.

11.11.17

Camarões

Foto de Paula Canto. Mais detalhes no blog BLOGOSTO . Um blog de dar água na boca.

William Waack e Augusto Nunes

A Veja condena William Waack na capa desta semana, mas Augusto Nunes defende o jornalista no site da revista.
Eis o artigo de Nunes:
“Conheci William Waack há quase 50 anos, quando nossos caminhos cruzaram na Escola de Comunicações e Artes da USP. Trabalhamos juntos nas redações de VEJA, do Jornal do Brasil e do Estadão. Convivemos sempre em fraterna harmonia. Orgulho-me da amizade inabalável que me une a um homem exemplarmente íntegro, um parceiro extraordinariamente leal, um profissional que pode ser apresentado como modelo a todo jornalista iniciante.Repórter visceral, excepcionalmente talentoso, William tornou-se o melhor correspondente de guerra do mundo. Exagero? Confiram a cobertura que fez da queda do Muro de Berlim, da insurreição popular que derrubou a ditadura de Ceausescu na Romênia ou da primeira Guerra do Golfo. Os textos que assinou  em jornais e revistas lhe garantem uma vaga perpétua no ranking dos grandes nomes da imprensa. Os livros que publicou reescreveram a História. Nestes tempos escuros impostos aos trêfegos trópicos pelos governos de Lula, do poste que fabricou e do vice que o dono do PT escolheu, William tem sido um dos pouquíssimos jornalistas de televisão irretocavelmente altivos. Manteve a  independência, a autonomia intelectual, o respeito à ética, a paixão pela verdade. Sempre viu as coisas como as coisas são. Sempre contou o caso como o caso foi.
Agir assim em países primitivos é perigoso. E no Brasil, como ensinou Tom Jobim, fazer sucesso é ofensa pessoal. Era previsível que, por duas ou três frases ditas fora do ar, virasse alvo do exército dos abjetos. As milícias a serviço do politicamente correto, os patrulheiros esquerdopatas, os perdedores congênitos, os cretinos fundamentais e os idiotas de modo geral — esses não perderiam a chance de atacá-lo.
Vão todos quebrar a cara. Primeiro, porque afirmar que meu velho amigo é racista faz tanto sentido quanto acreditar que Lula é inocente. Depois, porque incontáveis brasileiros sabem que o país seria muito melhor se houvesse mais gente provida das virtudes que sobram em William Waack.”

Crônica diária

Um assalto providencial 

Uma família de aventureiros americanos, Adam Harteau, de 39 anos, Emily Faith Harteau, de 37, e as duas filhas, de 3 e 7 anos, viajavam pelo mundo desde outubro de 2012. Mantinham um site com 118 mil seguidores, que acompanhavam a aventura, através de fotos e textos que publicavam. A filha caçula do casal nasceu em Florianópolis. Segunda feira, dia 30 de outubro passado, foram assaltados numa balsa na altura de Breves na Ilha do Marajó. Eles e o moto-home, onde viviam, seguiam de Belém para Macapá, quando foram surpreendidos pelos bandidos.  A polícia chegou logo em seguida, e as três da madrugada estiveram com a família, e saíram para localizar os piratas assaltantes. Quando voltaram com alguns pertences encontrados não acharam mais os americanos na balsa. As notícias na quarta feira, ao meio dia, davam como desaparecidos, casal e filhas. Consulados e embaixadas acionadas, parentes nos Estado Unidos preocupados, e as 17:30 desse dia foram encontrados por ribeirinhos perto do rio Jacaré-Grande, de acordo com pescadores. A polícia seguia na captura dos criminosos já identificados. As razões pelas quais a família fugiu numa prancha de surf, e ficou dois dias perambulando pelas águas e margem do rio são desconhecidas. Houve apreensão de maconha no moto-home da família. Pessoalmente acredito que teria sido mais prático ter jogado a droga no rio, do que fugido naquelas circunstâncias, com duas crianças às três da madrugada. A mim parece que o assalto foi providencial para coroar com chave de ouro uma aventura de cinco anos. Vai, certamente, virar livro,  filme, e os piratas promoveram antecipadamente o sucesso da empreitada. 

10.11.17

Montanha nº 6 - Em nova casa

 A Montanha nº 6 em sua nova casa
Duas telas de autoria do autor do blog, numa residência em Ribeirão Preto.
Veja, na casa antiga, na postagem do dia 12/07/17 aqui no Varal

Crônica diária

"Serra-livros"

Não se trata de um novo livro do Senador José Serra. Tão pouco um conjunto de montanhas, nem a ferramenta do carpinteiro.  Serra-livros é aquele objeto, ou no plural, objetos, que separam ou escoram livros numa estante. Quem usou essa palavra foi o amigo João Menéres, intelectual e premiado fotógrafo da cidade do Porto, em Portugal. Sugeriu com a palavra mais um uso para minhas esculturas de Montanha. Disse ele: "até levava jeito como Serra-livros". A princípio pensei que havia algum trocadilho com os termos "serra" (cadeia de montanhas) e a escultura. Mas o Google tirou minha dúvida. Será que no Brasil também é esse o nome?


9.11.17

Aspidistras em pauta


Duas imagens que recebi do Roberto Klotz, com as Aspidistras em pauta.

Crônica diária


De trezentas em trezentas
 
Hoje sou obrigado a escrever alguma coisa engraçada, divertida ou no mínimo instigante. Este será o primeiro texto das trezentas crônicas que comporão o livro "Cronicante". E como disse ontem, repito hoje: "o bom livro se parece com um enfermeiro, que pega a sua veia na primeira picada, indolor, e na primeira página". Olha só minha responsabilidade. Esta crônica, se tudo correr como previsto, será lida, em livro de papel, só a partir de 2019. Até lá muita água terá passado sob a ponte, e se as tormentas e ciclones continuarem ativos como foram este ano, haverá águas sobre elas, também. Apesar dos desastres e mortes que causam, são tão ruins quanto a constante falta d´água nos reservatórios das usinas elétricas, ou das represas fornecedoras de água para as cidades. Em ambos os casos quem paga e sofre pelo excesso ou falta é a população. Mas em 2019 teremos um novo presidente no Brasil. Fazer hoje uma previsão de quem será nem cartomante ou vidente se atreve. Mas quem viver verá. E terá a certeza de que no longínquo  9 de novembro de 2017 estava difícil de fazer graça. Temer recuperado de uma operação na próstata.Um monte de políticos e empresários de colarinho branco na Papuda, presos em Brasília. Outros tantos em Curitiba. O ex-governador Sérgio Cabral escapando de ser confinado em presídio de segurança máxima em Campo Grande, mas delinquindo dentro da cadeia. O Lula solto fazendo sua "Caravana do Desatino" pelo Brasil. Novo atentado terrorista em NY. Não dá para ser divertido ou engraçado. Só espero que este texto ao ser lido em 2019 provoque sorrisos de alegria pelas coisas que melhoraram. Não posso nem pensar o contrário, e que desperte saudades destes tristes dias.

9 de novembro de 2017

Comentários que valem um post



Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Uma produção impressionante.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quarta-feira, 8 de novembro de 2017 13:21:00 BRST 

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8.11.17

Israel Kislansky

Foto do autor

Crônica diária

Termina um, começo outro


A texto de hoje é a de nº 300, e portanto a ultimo do futuro livro de crônica denominado "Pretextos". Nesta semana de novembro a Piacaba Editora lança "Textículos, pequenos textos". Também com trezentas crônicas. E amanhã se inicia um novo livro, que será publicado em 2019, cujo título (pelo menos provisório) é "Cronicante". Dessa forma as crônicas diárias vão se juntando, de trezentas em trezentas, em livros de papel. Tudo teve início com "Agudas e crônicas" (2013), depois "Dance Comigo" (2016), seguido pelo "O diabo desse anjo"(2017), e ainda esta semana o "Texticulos"(2017). Os trezentos textos do "Intimidades crônicas" deve sair no primeiro trimestre de 2018, e "Pretextos" no segundo semestre. Completo hoje 1800 crônicas postadas aqui, e que viraram, ou virarão, livro em papel. Feito esse breve histórico, convido a todos meus seguidores e amigos a prestigiarem o "Texticulos, pequenos textos". Amanhã serei obrigado a escrever alguma coisa instigante, para iniciar o "Cronicante". Estou refém de uma frase minha própria: " Um livro é bom quando se parece com o enfermeiro que pega sua veia na primeira picada, indolor, e na primeira página."
8 de novembro de 2017

Comentários que valem um post



Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Piacaba à beira da lagoa":

Boa tarde Eduardo.
Sobre esta foto já aqui escrevi que "PIACABA mais parece o paraíso terreno". Não me canso de a olhar.
Forte abraço
Gaspar de Jesus

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em terça-feira, 7 de novembro de 2017 16:56:00 BRST

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7.11.17

Pepino e farofa - Roberto Klotz

Acabo de receber de Brasília, onde mora o escritor e agitador cultural Roberto Klotz, responsável pelo DESAFIO DOS ESCRITORES DF 2017, que publicou em livro os 21 escritores selecionados no ultimo certame. E um livro de crônicas de sua autoria. Como adoro pepino, e boa literatura, tenho certeza vou me fartar nessa farofa.

Crônica diária

O escritor é um mentiroso por natureza

O escritor Roberto Klotz indicou-me um livro do Edson Rossatto, autor de contos e microcontos. Só encontrei o livro sob encomenda. Levam treze dias úteis para entrega-lo. Sou absolutamente ansioso quando se trata de um novo livro. Procurei saber mais sobre o jovem autor. E há um vídeo onde ele é entrevistado. Respondendo, entre outras, à usual pergunta: "Como você começou a escrever?" E a resposta foi que já aos sete, oito anos, como ele era muito mentiroso, começou a escrever e fazer textos para desenho em quadrinhos, outra de suas paixões. Daí aos nanocontos foi um passo. Mas o importante da resposta esta na declaração de que "por ser um mentiroso contumaz" facilitou muito sua carreira de criador literário. E é verdade, todo ficcionista não passa de um grande mentiroso. E quanto melhor a mentira é contada, melhor é a ficção. A boa ficção é tão verdadeira quanto a realidade. Uma curiosa contradição. Eu mesmo tenho criado situações fictícias, em minhas crônicas, e são as que mais agradam. A mentira é uma ferramenta importante na mão do escritor. A imaginação e conhecimento são as ferramentas do leitor. E como mulher de malandro, muitos aficionados em leitura  de ficção, pedem ao escritor: "Minta que eu gosto."

6.11.17

Piacaba à beira da lagoa

Foto antiga da Piacaba com a Barra Fechada. As águas da lagoa, com seus patos silvestres e outras aves à beira do estúdio. Foto E.P.L.

Crônica diária

Frases que marcaram seus autores

São tantas que só vou citar umas poucas. "Independência ou morte" atribuída à D. Pedro, logo após defecar atrás de u´a moita à beira do riacho do Ipiranga. "O povo não sabe votar" dito pelo Pelé. Foi muito criticado porque é uma frase politicamente incorreta, embora cheia de verdade. "Foda-se o leitor" do escritor Bernardo Carvalho durante debate na Flip de 2017. "Faça isso" do Presidente Temer incentivando o Joesley Batista a continuar comprando o silêncio do Eduardo Cunha na cadeia. "Autodidata é um ignorante por conta própria" Mario Quintana. "Uma rosa é uma rosa..." Gertrude Stein , "No meio do caminho tinha uma pedra" Carlos Drummond de Andrade. "No Brasil o fundo do poço é apenas uma etapa" Luis Fernando Veríssimo. "A única coisa tão inevitável quanto a morte é a vida" Charles Chaplin."O dinheiro não traz felicidade — para quem não sabe o que fazer com ele" Machado de Assis."Não devemos resistir às tentações: elas podem não voltar" Millôr Fernandes.

5.11.17

Amanhecer na Piacaba

Parodiando uma antiga publicidade da Shell:" Put a tiger in your car",  
PONHA UMA MONTANHA EM SUA JANELA
Detalhe da MONTANHA nº 25 (Gorda) na varanda do anexo da Piacaba. Outubro de 2017

Crônica diária

Publicidade


 Parodiando uma antiga frase de publicidade da Esso:" Put a tiger in your tank"",  
                                   PONHA UMA MONTANHA EM SUA JANELA

4.11.17

Estante do atelier de pintura

Piacaba, Outubro de 2017

Crônica diária

A ultima guerra

A ultima guerra da qual o Brasil participou foi a ridícula "Guerra da Lagosta" contra a França em 1962. O Presidente João Goulart, depois de reunir-se com o Conselho de Segurança Nacional mandou para a área conflituosa parte considerável da nossa marinha, apoiada pela Força Aérea Brasileira. Tudo por conta de franceses que estariam pescado lagostas em território nacional. O debate chegou ao nível de quererem saber se lagosta nada, ou anda e salta. No primeiro caso poderia ser considerada peixe, e estaria em águas internacionais. Se andam, seria em solo brasileiro. O ridículo do debate levou a ponderarem que se fosse assim, canguru que salta também, poderia ser considerado uma ave. Mas o lado sério dessa guerra ficou por conta de uma frase que o General De Gaulle nunca pronunciou. O autor dela é o diplomata brasileiro Carlos Alves de Souza Filho, embaixador do Brasil na França, entre 1956 e 1964, e genro do presidente Artur Bernardes. "O Brasil não é um pais sério" é de sua lavra, dita ao jornalista Luiz Edgar, momentos antes de ser recebido pelo General no Palácio do Eliseu. Mas por conta desse mal entendido histórico, De Gaulle morreu como sendo seu autor.

Crônica do Álvaro Abreu



Entrando nos 70

Na semana passada completei setenta anos. Houve comemoração animadíssima aqui em casa junto com parentes próximos e amigos de longo curso, incluindo sobreviventes da juventude vivida nos anos sessenta e pessoas que foram entrando na minha vida depois que voltamos para Vitória, há trinta anos. A festa dos meus quarenta anos serviu para brindar o reencontro com a cidade. Não me lembro da dos sessenta, mas a festança dos cinquenta foi uma ótima oportunidade para, ao lado de mais de trezentas pessoas queridas, celebrar a vida após sofrer o que considero um merecido e providencial infarto.

Perdi meu pai muito cedo e, talvez por isso, sempre achei que eu também viveria pouco. Com o passar do tempo, fui constatando que antigamente morria-se antes do tempo, no auge da capacidade de criar e de fazer. Sempre penso que se tivesse vivido mais umas três décadas, homem público realizador que era, papai teria feito muito mais e me ajudado bastante. Por essas e outras, estou fazendo uma espécie de balanço do que já fiz até aqui, tratando de identificar pessoas que, mesmo sem o pretender, se tornaram determinantes na minha existência.

A lista vai crescendo aos poucos e já inclui o nome de quem que me ensinou a encastoar anzol e fazer vara de pescar, me incentivou a dar braçadas mais rápidas na piscina, me mandou estudar mais um pouco em outro lugar e me fez comprar um ônibus para viajar com a família inteira. Já listei também quem me pediu que formulasse planos e programas relevantes, quem ajudou a realizar as feiras das pedras em Cachoeiro e a criar bases para promover inovação em Vitória. Também já me lembrei de quem me chamou para escrever crônicas em jornal, de quem me disse que os europeus iriam adorar as colheres que faço, de quem me mostrou a sabedoria para conviver com conservadores e desvairados e da minha primeira turma de alunos que fez de mim um professor envaidecido. Mais do que tudo isso, evidente está a contribuição de quem me deu cinco filhos, reclama de mim com justa razão e me faz sorrir de tanto gostar.

Vitória, 01 de novembro de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

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