12.12.17

Ivone Ribas

Ivone Ribas enviou a foto dos livros que vai ler. Obrigado Ivone.

Crônica diária

Pavilhão nacional

Por esse nome se entende um dos símbolos nacionais, sua bandeira. A nossa foi oficialmente criada em 19 de novembro de 1889, substituindo a bandeira do Império do Brasil.
O conceito foi criado por Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Villares. É um dos símbolos nacionais brasileiros, ao lado do Laço Nacional, do Selo Nacional, do Brasão de Armas e do Hino Nacional.
O campo verde e o losango dourado da bandeira imperial anterior foram preservados – o verde representava a Casa de Bragança de Pedro I, o primeiro imperador do Brasil, enquanto o ouro representava a Casa de Habsburgo de sua esposa, a imperatriz Maria Leopoldina. O círculo azul com 27 estrelas brancas de cinco pontas substituiu o brasão de armas do Império. As estrelas, cuja posição na bandeira refletem o céu visto no Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889, representam as unidades federativas - cada estrela representa um estado específico, além do Distrito Federal.
As palavras "Ordem e Progresso" são inspiradas no lema do positivismo de Auguste Comte: "L'amour pour principe et l'ordre pour base; le progrès pour but" ("O amor como princípio e a ordem como base; o progresso como meta").
Outro dias li nos jornais que há quem queira colocar o "amor" na frase da bandeira. Mais uma bobagem.
O objetivo desta minha arenga sobre a bandeira é para assinalar como os costumes e hábitos mudam em tão pouco tempo. Já foi os dias em que a bandeira era coisa sagrada, reverenciada com posturas solenes. Era crime, e acredito que continua sendo, qualquer desrespeito à aquele pedaço de pano que representa o país. Queimar ou ultrajar era pecado mortal. E nós brasileiros mais temíamos esse pavilhão, do que o amávamos. Ao contrário dos Estados Unidos onde cada cidadão demonstra seu amor pelo país portando uma bandeira, ou ostentando-a nas sacadas de suas casas ou janelas de seus veículos. Campanhas aqui foram feitas, e apesar das leis restritivas, o povo vem abraçando a bandeira de forma mais descontraída. Já não se vê polícia prendendo, ou alguém se ofendendo com moças de lindos corpos bronzeados usando a bandeira como canga para esconder um fio dental mínimo. Rapazes que jogam vôlei nas praias cariocas já andam com a bandeira brasileira nos ombros como se fosse um xale. Nada disso mais é "crime" lesa pátria, muito pelo contrário, demonstra amor de fato. Não é preciso escrever na bandeira.

O poema ganhador do Premio CNNP 2017



O guarda-chuva

O guarda-chuva
 estava aberto 
e com o vento
 rodopiou 
e acabou virado 
com a abóbada 
para baixo, 
e o cabo para cima. 
A chuva voltou
e encheu-o de água
como um aquário
redondo. 
Pela primeira vez
fez jus ao seu nome.

Publicado na página 108 da Antologia.

11.12.17

Montanhas na residência de Ducha Dorey

Duas das minhas Montanhas na residência da amiga Ducha Dorey, uma das mais belas de São Paulo.

Crônica diária

 Jogo de cena em Bolzano - Sándor Márai

Ele é autor de "As brasas". Assim esta na capa desse romance (ficção) sobre algumas façanhas de Giacomo Casanova. A história se passa em 1756, e o autor escreveu-a em 1940, fazendo o personagem equilibrar-se na corda bamba entre a razão e a paixão. Como um bom descendente de vênetos , adorei as partes em que Casanova defende sua terra, apesar de todos os pesares. Lá passou dezesseis meses numa prisão de segurança máxima, de onde conseguiu fugir acompanhado de um monge expulso de sua congregação. O encantador de mulheres, usa de todas as suas artimanhas para bancar sua dispendiosa vida. Um livro leve e bom para quem gosta de leitura para passar o tempo. Não é exatamente meu caso. O tempo corre célere contra um monte de livros importantes que ainda pretendo ler. Mas certamente nunca li nada tão romântico e apaixonado como as declarações do Conde de Parma e de sua esposa Francesca. Ela casada com o conde não esconde sua única e definitiva paixão por Giacomo. Um final delirante.

10.12.17

Biblioteca da sala de Leitura do Clube Harmonia, SP

Sete livros do autor do blog

Crônica diária

O submarino argentino e a solidão

Não sei por que, ou talvez até saiba, mas nunca havia pensado nisso. A solidão é um estado de espírito que devemos respeitar dentro da privacidade alheia. Ainda outro dia escrevi que havíamos perdido o direito à privacidade. Logo, devemos respeitar o silêncio e a tristeza de quem sente-se na solidão. Esse estado de espírito diz respeito à falta de alguém muito importante. Uma falta asfixiante de outro ser. A definição é minha, e pode não corresponder ao que já escreveram sobre o assunto. Mas é assim que vejo a solidão. Não tenho experiência própria sobre a matéria. Se já senti, foi muito leve e passageira. Dias atrás, cobrei por e-mail, um sinal de vida de um velho e bom amigo, que diz estar passando por solidão profunda. Foi quando associei ao caso do submarino argentino que deveria mandar sinal de rádio de 48 em 48 horas, como é praxe nesse tipo de embarcação, e não o fez.  E lembrei que a atividade de tripulante de submarino, como a de astronauta, deve ser carregada de uma solidão permanente. Nem por isso deixam de dar sinal de vida.

9.12.17

Acabo de receber

A Antologia com 400 páginas e na 108 meu poema "O guarda-chuva"

Crônica diária

Elevadores

Começo com um pouco da história: " O primeiro elevador foi construído em Roma no século I a.C., por um engenheiro chamado Vitrúvio. Neste mesmo modelo de elevador, o mecanismo era um sistema de transporte de carga vertical composto por um conjunto de roldanas movidas por força humana (muitas vezes escrava), animal, ou água.
Em 1853, o americano Elisha Graves Otis concebe o dispositivo de segurança que entra em ação no caso de os cabos se romperem.
O primeiro elevador elétrico foi construído por Werner von Siemens em 1880, sendo o Savoy Hotel o primeiro a possuir tal equipamento.
Os elevadores mais rápidos do mundo estão no Guangzhou CTF Finance Centre, um arranha-céus  em Guangzhou, República Popular da China, capaz de atingir 72,4 km/h, subindo do primeiro piso ao  95º andar em apenas 43 segundos.
No Brasil, o elevador mais antigo da cidade do Rio de Janeiro, no Castelo Mourisco, encontra-se na FIOCRUZ (Fundação Osvaldo Cruz)."
Sem dúvida foi uma invenção engenhosa e tornou possível o acesso aos prédios de vários andares. Um transporte rápido, e seguro. Nos primeiros tempos possuía um ascensorista, geralmente uniformizado. Depois foram completamente automatizados, e qualquer criança faz uso sem nenhum problema. O cinema já explorou milhares de cenas onde o elevador é o cenário. Mas hoje abordo uma das características singulares dos elevadores. É, ainda, um dos raros espaços onde gente de todas as classes sociais, todas as idades, todos os gêneros, e todas as cores se comprimem, se tocam e se comportam de forma contida, silenciosa, e na maioria das vezes  cerimoniosa ou constrangida. Refiro-me aos elevadores de centros comerciais e edifícios de repartições públicas. Nos outros prédios há elevadores para os moradores e visitas chamado: “social” (mas discriminativo), e outro para serviçais e empregados o de “serviço”. Nos ambientes públicos gente pobre e gente rica fica lado a lado, ombro a ombro num contato físico inusitado. O office-boy, facilmente reconhecido pelo capacete, da moto, que leva nos braços, e pelo cheiro de suor que exala, inevitável num país tropical. Contrasta com o Chanel nº 5 da madame que vai ao dentista, ao médico, ou ao advogado. São encontros desagradáveis. Lugares, como cartórios, onde há necessidade da presença física, todo tipo de gente se encontra, porém nunca tão próximos e apertados uns nos outros, como nos pequenos espaços dos elevadores. 

(Sala de espera do consultório do Dr. Rogério Guimarães)

Comentários que valem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Três leitoras":

Uma foto espantosa !
Uma foto que fará história depois de muita risada.

Parabéns à Célia Conrado e e ao sortudo do Eduardo.

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 8 de dezembro de 2017 10:24:00 BRST 

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8.12.17

Três leitoras

Essas três leitoras recebi de presente da minha amiga de Brasília Celia Conrado.

Crônica diária

 "O inferno dos outros" - David Grossman

David levou dezoito meses escrevendo um livro sobre um stand-up de duas horas. Um humorista e seu espetáculo. Descreve magistralmente todos os conflitos do ator e de muitas pessoas do público. Um amigo de infância do humorista, juiz aposentado, conduz a trama assistindo ao espetáculo. Um livro de humor e drama. Um drama que retrata a vida onde a piada, a anedota não conseguem esconder as verdades da humanidade. Um livro que prende não pela graça, mas pela desgraça do personagem. E pela competência do escritor.

7.12.17

Celia Conrado

Estes três lindos vasos de aspidistra recebi no meu aniversário. Presente da amiga Celia Conrado.

Crônica diária

O público e o privado

A separação entre o interesse público e o privado nem sempre é muito sutil. Temos visto demonstrações explicitas de corporativismos que só objetivam beneficiar indivíduos em detrimento dos interesses públicos. Vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e ministros das cortes de justiça cansam de nos dar exemplos. Agora o mais evidente é o apoio que o governo Temer promete dar ao candidato, que antes de apresentar uma plataforma de governo de interesse nacional, assuma o compromisso de dar um cargo que tenha foro privilegiado para Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha em 2019. Que vergonha. Mas seria muita ingenuidade minha acreditar que acertos, como esse, não estivessem prioritariamente nas pautas de negociação de apoios políticos. Acontece que usar a máquina pública, o estado, o nosso dinheiro em favor de alguém, sem que o interesse primordial, republicano, democrático de atender antes, e acima de tudo, o interesse político, econômico, social, da nação, por cargos que blindem três brasileiros, envolvidos em processos criminais, e que vendem a mãe, para não caírem na vara do juiz Sérgio Moro. Compreensível, mas repugnante. Como incompreensível é a justiça até hoje não ter mandado prender o Lula que não tem foro. Não podemos nunca esquece-lo. 

6.12.17

Presente da Celia Conrado

E ao VARAL

Crônica diária

Direita & esquerda

Volto a citar Ruy Castro que por sua vez cita Millôr Fernandes quando em 1983 foi perguntado por que fustigava tanto a direita e a esquerda?  Respondeu: "porque a direita é direita, e a esquerda é esquerda." Eu também tenho em muitas ocasiões, e situações diversas, sido tachado pela esquerda de direita, e pela direita de esquerda. Conclusão: o Ruy, o Millôr e eu devemos ser de centro.

Comentários que valem um post

Roberto Klotz hahaha - imagino o Eduardo fazendo um desenho explicativo.
Eduardo Penteado Lunardelli
Eduardo Penteado Lunardelli Roberto Klotz, fazer o desenho não seria tão difícil quanto fazer as pessoas puras entenderem o impensável, e exatamente por isso, rirem do absurdo. O livro é "O inferno dos outros" do David Grossman de que falarei dia 8 próximo. O humor judaico é maravilhoso. O Jô Soares, ainda outro dia, numa entrevista disse isso.
Diálogo travado no FB sobre "O humor judeu".
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Fatima Cristina deixou um novo comentário sobre a sua postagem "TEXTÍCULOS na ÁUSTRIA":

Eduardo,
Acabei de ler.
Adorei!
Apesar do frio os textos são quentes!
Beijos

Postado por Fatima Cristina no blog . em terça-feira, 5 de dezembro de 2017 10:15:00 BRST 

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5.12.17

TEXTÍCULOS na ÁUSTRIA

Fátima Dargam enviou.
 Gras, Áustria
 Fátima Dargam, e o Textículos

Crônica diária

O humor judeu

Não posso citar o nome, nem o autor do livro, porque todos os direitos são reservados à editora. Mas a piada é de domínio público. Foi a única, de muitas que o livro trás, que realmente me fez gargalhar. E notem que fazia tempo que isso não acontecia. Até sorrir em épocas bicudas como as que vivemos, é complicado. A piada deve ser lida no contexto em que ela é contada, Jerusalém. O marido de uma mulher doente em fase terminal é surpreendido com a seguinte declaração: "Sonhei que fazendo sexo anal eu me curaria." O marido prontamente concordou. Na manhã seguinte ao acordar notou a falta da esposa ao seu lado na cama. Levantou e encontrou-a na cozinha cantando, alegre, preparando os ingredientes do almoço. E o marido perguntou por que tanta alegria? E ela disse que acabara de chegar do médico, e que todos os exames demonstravam que ela estava absolutamente curada. O marido começa a chorar copiosamente. Ela, assustada com a reação, pergunta: "Você esta chorando porque eu sarei? " "Não, estou triste por não ter salvado minha mãe."

4.12.17

TEXTÍCULOS no PORTO

Imagem do TEXTÍCULOS enviada pelo amigo Gaspar de Jesus. Cidade do Porto, Portugal. 
Dez 2017

Crônica diária

 O bem de Alzheimer

Eu escrevi uma crônica para ser postada hoje chamada: "Até que se revogue em contrário". Ela versava sobre "poder". E comentava o cárcere do Sergio Cabral, ex governador do Rio que completou, um ano de cadeia, a espera do final do julgamento que somadas todas as penas poderá  pegar dezena de anos de prisão. Mas falava do Piscciani, presidente da Assembleia Legislativa, que só passou 24 horas na mesma prisão do Cabral, e foi salvo, temporariamente como eu imaginava,  pelo espírito corporativista dos deputados que presidia, mas reconduzido ao cárcere, de onde não deveria mais sair.  E tratava do "espírito corporativista dos deputados e senadores" que se sobrepõe às leis e ordens judiciais. E meu texto ia nesse sentido, quando tive curiosidade de saber o que havia acontecido com o jornalista pai do Cabral. Fui ao Google e vejam o que encontrei: "O jornalista Sergio Cabral, pai do ex-governador do Rio, está com Mal de Alzheimer. Quando perguntado sobre o que aconteceu com seu filho, preso na operação Lava-Jato, ele responde que o menino morreu ainda criança." Minha crônica perdeu todo sentido. Que tristeza ter um filho bandido. Que felicidade o pai, jornalista, homem ameno e querido no Rio, ter tido a graça de "não estar presente" vivenciando toda essa lama em que o filho se envolveu e comandou no estado falido. Mas fica a pergunta: e os filhos, e netos? Desses, e de seus julgamentos, o Cabral, não se livrará.

3.12.17

Mensagem inteligente


Os saquinhos de chá do Dr.Oetker  trás no verso da etiqueta do brabante uma mensagem inteligente.

Crônica diária

Quem é conta a Reforma da Previdência é apátrida

Os políticos que se posicionaram contra a Reforma da Previdência, e me refiro à proposta inicial, profunda, essencial para o equilíbrio das contas públicas, é contra o Brasil. Uns apátridas. E eles na esperança de agradar seus toscos eleitores, causaram um mal irreparável à nação. Nunca mais deverão receber seu voto, eleitor esclarecido. Precisamos eliminar da vida publica não só os corruptos, mas os desonestos intelectualmente. Políticos cujos partidos tem no seu programa reformas, por oportunismo eleitoral, se posicionam contra. Deveriam ser expulsos das agremiações. Mas estas também estão profundamente corrompidas. Todas usaram e abusaram de dinheiro de origem criminosa, e se defendem querendo nos convencer que caixa dois não é crime. Tratam-nos como tolos, como parvos eleitores. É hora de reagir e alertar todos os que pretendem votar em 2018, que não votem em quem foi, ou é, contra as reformas, notadamente a da Previdência.

2.12.17

FREVO

Meu prato favorito do Frevo, SP. Mini Frevo. Recomendo.

Crônica diária


                                                                                  Prof. Dr. Joarês Costa
 

Mero desejo


Com as palavras que meu velho professor de Cataguases, MG onde estudei interno, meu querido Joarês Costa cumprimentou-me no último dia quinze, por ocasião do meu aniversário fez-me lembrar da primeira professora que tive no Dante Alighieri, Dona Rosa. Lembro-me perfeitamente dela dizendo "Aqui entre vocês poderá estar um futuro presidente do Brasil". E lembro-me do meu espanto. Nós tínhamos seis ou sete anos. Todos de calça curta. Sapatos da casa Toddy, na Rua Augusta. Pareceu-me muito otimismo da Dona Rosa. A realidade confirmou minha estranheza. Mas as palavras do professor Joarês, que me chamou de "escritor consagrado" revelam os desejos e esperanças que eles têm em seus alunos. Talvez seja essa a única gratificação aos maus pagos profissionais do ensino. Quero agradecer de público ao querido Joarês, que expressou só um desejo, mas me encheu de alegria, e incentivou minha carreira tardia de cronista. Obrigado professor.

Crônica do Alvaro Abreu






CRÔNICA DO ALVARO ABREU


1.12.17

BAR DA PRAIA

Casquinha de siri do restaurante BAR DA PRAIA de Jaguariúna. Imperdível pelos seus famosos camarões. Não é um BAR e sim um RESTAURANTE e NÃO tem praia.

Crônica diária

Defendo minha tese

Dia 18 passado publiquei aqui uma crônica cujo título resumia bem o curto texto: "Coisa pra bandido". Anunciava meu desanimo com a situação política brasileira e a desesperança com os políticos e partidos existentes. Entregava minha chuteira. Fui acompanhado de alguns leitores que se sentem exatamente como eu. Outros, mais veementes e aguerridos, pelo contrário, alertavam para a urgente necessidade de continuar a luta, através do voto, para reverter a calamidade existente. Em poucas linhas que me restam para argumentar quero deixar mais uma vez claro que ando desanimado e desesperançado, mas estarei atento e atuante no período pré eleitoral. Outubro de 2018 esta muito longe para ficarmos martelando nossas ideias. Os candidatos a candidatos são de tal ordem ridículos que me nego ficar dando-lhes divulgação e prestígio. Quando o jogo estiver com as cartas na mesa, darei minha opinião. Mas sem muitas expectativas. O congresso vergonhoso que temos, faz leis vergonhosas em causa própria. As leis são interpretadas por um STF não menos horroroso. Resultado, os bandidos vencem sempre. Que papel nos resta. Lamentar? Eu cansei. 

O poeta OLAVO MORAES BARROS NETO



Olavo Moraes Barros Neto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MONTANHA nº 30":

Hoje li em um dos "almanaques do cotidiano" que na idade do "por do sol" até a sexualidade passa a ser intelectualizada.
Belo exemplo constatei em sua sensível escultura "montanha n*30".
O imaginário voou alto; via em chamas o "pão de açúcar" por um inédito ângulo, pelo mar alto, ao largo das cagarras.
A cidade pecado pegava fogo e eu de longe, inerte assistindo.
Passado o torpor, refeito, ou quase, do primeiro impacto voltei a contemplação. Via agora duas coxas, douradas pelo sol, se espremendo. Dobrei a cabeça a direita e obliquamente dou de cara com a saudade de outros devaneios. observo o contorno de um largo e sensual quadril.
Parei, pirei. Não bebi, não fumei, nada de outros quitutes e embarquei nesta montanha (russa) de um "por do sol" lindo e perpetuado por seu talento.


Postado por Olavo Moraes Barros Neto no blog . em quarta-feira, 29 de novembro de 2017 19:45:00 BRST

30.11.17

´GERO

 Salgadinho de aperitivo de abobrinha frita.
Tradicional ravióli de espinafre coberto de queijo ralado. Conheça outras delícias no blog: BLOGOSTO

Crônica diária

Doris Lessing - "As avós"

"As avós" escrito ao lado esquerdo no canto inferior da capa, em tipos suaves e pequenos, menores do que o nome da editora, no canto esquerdo superior, parecia desproporcional não fossem as letras garrafais do nome da autora DORIS LESSING. Tudo isso sobre uma imagem em preto e branco de duas mulheres, da cintura para baixo,  com os pés nus sobre o assento de uma cadeira. Isso foi tudo que vi quando o Lúcio Zaccara, da livraria que leva seu nome, há 38 anos, colocou-me nas mãos. Leia que é muito bom. Ele não sabia o que eu pensava, e pior, escrevia, contra a literatura feita por mulheres. Paguei com a língua, neste caso. Que maravilha de livro. Como escreve bem essa senhora. Que história interessante. E bem contada. Doris nasceu em 1919 e morreu em 2013 em Londres onde morou a vida toda. No ano de 2007 foi o Nobel de Literatura. Que bom, comecei a ler "As avós" antes dos dois outros livros recomendados pelo Lúcio. E neste ele acertou em cheio. Um livro inesquecível.

Comentários que valem um post





Postado por Gaspar de Jesus no blog . em terça-feira, 28 de novembro de 2017 12:08:00 BRST
Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "São João da Boa Vista":

Upsss esta passou-me e não devia ter passado.
Parabéns amigo Eduardo! A sua incursão na escrita está valendo! Acho até que novas distinções se seguirão.
Enquanto leitor e seu amigo, fico muito feliz por si.
Forte abraço.
Gaspar de Jesus 
 

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29.11.17

Rogério Guimarães e o TEXTÍCULOS

Rogério Guimarães, o autor do blog, e o livro TEXTÍCULOS, Pequenos textos

Crônica diária

Privacidade

Quando será que tivemos alguma? Ou as ultimas? Nos anos 50, 60 do século passado? Nos tempos em que George Orwell escreveu, num ato de premonição, seu 1984? Eu lembro perfeitamente desse tempo. Meus filhos já nasceram em outras épocas, e meus netos não saberão o significado dessa palavra "privacidade". Estamos expostos 24 horas por dia. Filmados em cada esquina, cada loja, o tempo todo. Acabo de ter meu cartão de crédito recusado pelo emissor, causando os inconvenientes respectivos. Segundo a operadora, "para minha segurança". No exato momento que a caixa da loja recebia a recusa, o meu celular recebe uma mensagem confirmando que o pagamento foi negado. Cinco minutos depois recebo uma chamada da operadora do cartão questionando se eu o havia perdido, ou sido roubado. Digo que não, e quem fez as duas tentativas de pagamento fui eu mesmo. Lamentei o bloqueio. Alegaram minha segurança. Um programa para bloquear valores discrepantes. Esse, realmente, não era corriqueiro. As máquinas não falham. E hoje somos absolutamente controlados e subjugados a elas. Eu quero minha privacidade de volta.
Nota: Eu estava na Quitanda, e não num Motel. 

28.11.17

Montanha nº 36

Montanha com uma árvore e um caracol sobre uma pedra. Nov 2017

Crônica diária

 Nanocrônica III

Fotografei a Lara de três anos no colo do Papai Noel. Depois ela me perguntou: "Papai Noel voa?" Eu menti.

(Avô mentiroso)

Comentários que valem um post

sonia a. mascaro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "São João da Boa Vista":

Parabéns Eduardo!! Que dia especial receber um prêmio e ter seu conto lido pelo Presidente da Academia!
Ótimas as fotos da Paula!
Beijos!

Postado por sonia a. mascaro no blog . em segunda-feira, 27 de novembro de 2017 16:38:00 BRST

 





Vamos participar




DIA DE DOAR: 28 DE NOVEMBRO!!

Estamos participando da campanha Dia de Doar, também conhecida como Giving Tuesday,
a ação vem na sequência das festividades do Dia de Ação de Graças.

Quem doa transforma!

A Arte transforma e leva desenvolvimento e inclusão para pessoas e comunidades!

Clique aqui e doe!

Participe, propague esta ideia.
Ajude-nos na missão de promover cursos e oficinas gratuitos,
além de impulsionar e valorizar o trabalho dos artistas de São Paulo... 

A campanha, presente em vários países do mundo, promove a cultura da doação
em uma mobilização nacional entre organizações e sociedade civil.
A Fundação Stickel apoia esta ideia!

#DiadeDoar #FundaçãoStickel #ArteTransforma #doação #solidariedade #inclusãosocial #terceirosetor #Brasil #givingtuesday

MUITO OBRIGADO!!


Fernando Diederichsen Stickel
Diretor Presidente
Fundação Stickel
tel  +55 (0)11 3083-2811
fax +55 (0)11 3083-7571

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